Canalblog
Editer l'article Suivre ce blog Administration + Créer mon blog
Publicité
OREMOS - Orações, Novenas & Meditações
9 mars 2023

Novena a Santa Catarina de Bolonha - Santa e Artista!

IMG_9565

Filha de Benvenuta Mamolim e de Giovani Vigri, Catarina nasceu em Bolonha no ano de 1413. A tradição diz que seu pai recebeu uma visão dizendo a ele que ela iria nascer. Foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III, marquês D’Este, a serviço de quem estava seu pai como diplomata. Dama de honra da filha de uma marquesa, Catarina recebeu a mesma educação e treinamento de sua patroa. Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta de Rimini, Catarina decide-se pela vida religiosa.

Foi exatamente na corte de Ferrara, num ambiente moralmente deturpado, que a semente da vocação religiosa germinou no coração de Catarina. Deixando a mãe, uma irmã e um irmão, ingressou num mosteiro de Terciárias Agostinianas (1427) aos catorze anos. Era uma comunidade fundada por uma grande dama de Ferrara, tia Lúcia Mascaroni que na época a dirigia. Durante sua permanência na corte de Ferrara, Catarina mantivera estreito contato com os Frades Menores da Observância no convento do Santo Espírito, onde recebia a orientação espiritual que solidificou o seu desejo de servir a Deus.

Percebendo que a comunidade na qual ingressara não vivia com radicalidade evangélica sua opção, sentia cada vez mais o anseio de que de comum acordo passassem a viver a Regra de Santa Clara, e que tivessem a orientação dos Observantes, cujo testemunho de vida sempre a impressionara. Com o apoio sincero e confiante da senhora Lúcia Mascaroni, depois de inúmeras dificuldades e vicissitudes motivadas por divisões internas do grupo de mulheres que viviam então no Mosteiro Corpus Christi, mas por influência decisiva de Catarina, adotam finalmente a Regra própria de Santa Clara.

Papa Eugênio IV, em uma bula de abril de 1431, enviou algumas Clarissas de Mântua para que formassem as componentes da nova comunidade clariana, estimulando a exata observância da Regra no seu primitivo rigor, atendendo assim às santas aspirações de Catarina e das suas companheiras. Depois de algum tempo de aprofundamento neste estilo de vida – o que considerou como o seu noviciado – Catarina professou em 1432, com dezenove anos, a Regra de Santa Clara, pela qual tanto lutara.

Catarina era de saúde muito delicada, mas esquecia-se complemente de si mesma, impondo a si mesma os trabalhos mais pesados e difíceis para poupar as demais. Desempenhou muitas funções a serviço de sua comunidade, entre elas a de padeira e de enfermeira. Foi exemplar na humildade e na obediência, em meio a inúmeras tentações de rebelião e de desespero, durante boa parte de sua vida em Ferrara. Era sempre pródiga na caridade para com suas irmãs.

Dotada de uma inteligência e de uma sensibilidade e perspicácia únicas, destacou-se como grande escritora, poetisa, pintora e mística do renascimento italiano. Seu estilo literário é original, precioso para o estudo da própria língua italiana da época, no dialeto de sua região. Jamais quis aceitar o ofício de abadessa em Ferrara, mas foi longamente mestra de noviças. O seu livro “As Sete Armas Espirituais” é uma síntese belíssima de sua pedagogia espiritual onde Santa Catarina de Bolonha oferece, a esse respeito, ensinamentos de grande sabedoria e profundo discernimento. Do seu escrito transparece a pureza da sua fé em Deus, a profunda humildade, a simplicidade do coração, o ardor missionário, a paixão pela salvação das almas. Eis aqui as sete armas na luta contra o mal, contra as energias baixas do mal e seuys acólitas: 

1. Ter cuidado e preocupação de trabalhar sempre para o bem;
2. Crer que, sozinhos, nunca poderemos fazer nada de verdadeiramente bom; 
3. Confiar em Deus e, por seu amor, não temer nunca a batalha contra o mal, seja no mundo, seja em nós mesmos; 
4. Meditar com frequência nos eventos e palavras da vida de Jesus, sobretudo sua Paixão e Morte; 
5. Recordar-se que devemos morrer; 
6. Ter fixa na mente a memória dos bens do Paraíso; 
7. Ter familiaridade com a Sagrada Escritura, levando-a sempre no coração para que oriente todos os pensamentos e todas as ações. 

Na perspectiva de realizar uma nova fundação em Bolonha, Catarina foi escolhida como abadessa, nas véspera da partida das fundadoras, em cujo grupo ela já se contava. O temor em relação à difícil missão que o Senhor lhe pedia fez com que adoecesse gravemente naquela noite, tanto que pensavam as Irmãs que não sobreviveria. Mas na manhã seguinte, como por um milagre, partia com quinze companheiras para Bolonha, numa viagem memorável, em carruagem adaptada como clausura, que o povo acompanhava ou aclamava com júbilo. É o ano de 1456. Em pouco tempo o número de Irmãs em Bolonha se vê multiplicado.

A fama de santidade de Catarina atrai muitas jovens. A própria mãe de Catarina e sua irmã se fazem clarissas. O Mosteiro Corpus Domini de Bolonha torna-se um verdadeiro centro espiritual naquela cidade de douta cultura. O número de Clarissas rapidamente chega a sessenta. Dentre as mais fiéis colaboradoras que Catarina teve no trabalho de implantação do ideal de Santa Clara, estão as Bem-aventuradas: Giovana Lambertini (+1476), Paula Mezzavaca (1426-1482) e Iluminata Bembo (+1496).

Todas elas ingressaram em Ferrara, antes da observância da Regra de Santa Clara; participaram do grupo que fundou o Mosteiro de Bolonha e foram exemplares em seu testemunho de vida. Iluminata foi a primeira biógrafa de Santa Catarina. Seu manuscrito “Espelho de Iluminação” conserva-se atualmente no Mosteiro Corpus Domini de Bolonha, com as obras pessoais de Catarina: As Armas necessárias às batalhas espirituaisBreviárioTratado sobre o modo de comportar-se nas tentaçõesRegras de vida religiosa, Louvores e dovoçõesCartas, Louvores espirituais e poesias, todos manuscritos autógrafos, alguns inéditos.

A partir de 1461, Catarina passa por períodos sucessivos de grave doença, até sua morte em 9 de março de 1463. Foi beatificada pelo Papa Clemente VII. Em 1712, Clemente XI declarou-a santa.

Faleceu na cidade natal, foi enterrada sem caixão e não foi embalsamada. Exumada dezoito dias depois, devido a milagres que ocorriam junto de sua tumba, o odor de perfume exalou de seu túmulo e seu corpo se conserva incorrupto, ou seja, em perfeito estado de conservação e flexível! É um dos casos mais interessantes na história! 

Ela pode ser vista na Igreja do Mosteiro Corpus Domini onde está sentada, com a Regra de Santa Clara nas mãos. A festa de Santa Catarina se celebra no dia 9 de março.

Santa e Artista!

Em 1456, Santa Catarina de Bolonha estabeleceu-se no Convento de Clarissas Pobres em Bolonha em 1456, e foi lá que serviu como abadessa. Mística, fazia milagres e ainda era profetisa e visionária. Também era pintora e decifrava manuscritos como se estivesse iluminada por um anjo. Em um dia de Natal, ela recebeu uma visão de Jesus nos braços de Maria e desta visão, ela pintou um quadro que se encontra atualmente  no Museu do Vaticano.

É padroeira da Academia de Arte de Bolonha e dos artistas das belas-artes.

---

Siga por aqui a Novena a Santa Catarina de Bolonha

Clique abaixo sobre os dias que deseja seguir:

DIA 1

DIA 2

 DIA 3 

DIA 4

DIA 5

DIA 6

DIA 7

DIA 8

DIA 9

Veja também:

Terço com Pedro Siqueira em honra à Santa Catarina de Bolonha

Clique AQUI ou veja em

https://m.youtube.com/watch?v=lLZGs5QSfoE

BIBLIOGRAFIA
LAINATI, Chiara Augusta – Temi Spirituali dagli Scritti del Secondo Ordine Francescano. Santa Maria degli Angeli, Assisi 1970;
RICCIARDI, Renzo, Santa Caterine da Bologne Scuola Grafica Salesiana, Bologna 1970;
MUCCIOLI, Maurizio – Santa Caterine da Bologne – M¡stica del Quattrocento. Antoniano Ed Nigrizia. Bologna 1963.

FONTE: site FRANCISCANOS

Publicité
Publicité
Commentaires
OREMOS - Orações, Novenas & Meditações
Publicité
Newsletter
Archives
Pages
Visiteurs
Depuis la création 667 060
Publicité